DOCUMENTARY APPENDIX

E zello , que me servireis neste negoqeo a minha staisfaqHo. e co' a intereza , e verdade, que elle Reguere; hey por bem de vos cometer esta devassa. ...

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DOCUMENTARY APPENDIX 1 H. A. G., 11. Livro das Mong6es do Reino, 8, vol. 1,1601-1602, fl. 89-95 (Written by the king of Portugal to the Viceroy on 25 January 1601 from Lisbon on the conversion of a nephew of the Zamorin of Calicut.) E assi me escreveo que no Caminho que fezera a sera de Angamalle Ihe ver a pedir hum sobrinho do famorim que se chamava Lfniare o sacramento do Rauptismo que Ihe dera se cenamente e por ser pessoa de que o dito camorim faz'huita Conta. vos (f. 89v.)emcomendo do que faqeis corn elr todos os bons ofiicios que vosparecerem nefessarios- e que entodos os amos sc dem os dous mil pardaos que acusta de minha fazenda mandodar pera os Baptismos. (fl.90) .......

E por que tambem me escreve que sera de meu serviqo e hem da fortzQe cranganor e do Cstello de Cima de Cochim serem os Capitaens deles suburdenados ao capitgo de Cochim; emcomendou os q' pratiqueis esta matteria com ho arqebispo e outras pessoas de experienqia e me avisseis do que nisto vos parever. Escrita em Lix a 25 de janeiro de 160 1 Rey

(n.95) 2 A. N. T. T., ColecqPo de S. Vicente Vol. 19 (Microfilme), tl. 8.

(This is a letter written by the King of Portugal to the Governor of India on 21 December 1621 on the Archbishopric of Cranganore.) Govemadores amigos, Eu El Rey vos encio muito saudar. como aquelles q amo . No despatch0 ordinario de 4 de prezente, enviastes quatro consultas da mesa da Consciencia cordes tocantes a materias da lndia. Ilua sobre o estado em que se acho Arcebispo de Cranganor: e por quanto Ihe esta jadado coadjutor, e futuro sucessor se en~arregaram.~'ao novo Viso rey da India. que entendadndo. que o Arcebisp esta de todos impedido, lhea conselhe que ser recolha, e deixe o govemo ao coadjutor, e avizedo que fizer. Outre sobre

o pagamento do Bispo, e clero de cochim, e

desempenho da prana daquella Igreja. E tambem se encarregaram

'" ao mesmo Viso

Rey, que procure que com effeito. c toda a brundade. se t'ara este pagamento, e se desempenhe a paratta, lembrando Ihe, quao' precisa obriga~ao he esta, E que me haveres par bem servido, de que satisfaqa aella. Outra obrea mudanqa do seminario. eestudos, que os Religiosos da companhia de Cioa fizerHo E tamborn se ordinara ao Viso rey que se informe desta materia, e avise do que achar, e se Ihe offerecer. Outra sobre o q escreveo o Administrador da jurisdiqlo Ecclesiastics de Moqambique a cerca da fizenda de Dom Estevio de Ataida, e fareis que pola\.ia. pordonde se deu esta comisslo, se consulte, aqui se deve agora encarregar. E senta no Pizdo a 21 de Dez 62 1 Rey.

3 A. N. T. T., Colecqio de S. Vicente Vol. 19, (Microfilme), fl. 52.

(This is a letter written by the King of Portugal to the Governor of India on 3 March 1662 on the evil done by the king of Cochin to the new converts.) Governadores amigos. Eu El Rey vos envio muito saudar, como aquelles q amo. Tenho entendido que El rey de Cochim leva ma1 que seus vassallos se fa& Christlos, e que em algua's occasides se veo molestar, trattar mal, e tomar as faendas. algu's pollo mesmo Respeito. e por que seria de gra'de impedimenta a convers8o permitter que passe a diante . e convem muito ao sen'i~ode D' e hem das Almas daquella gente Sacilitar lhes o carninho, de \irem no conhecim.'" de nossa s."' fee hey q hem que com palavaras significati\as de quanto eu o cstamarey, se escreva a El rey de Cochim, e se Ihe encomende muito o Savor . e bom acolhim.'" que deve fazer aos Christies, e novamente convertidos, encarregando se o mesmo ao Conde Viso Rey, para que de mais do que de sua pane ha de fazcr, e procurar corn El rey de Cochim, hqa o mesmo com os mais Reys Vezinhos, e Vassailos do estado. Escritta em ~ ' . a3 de Marco de 622.

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A. N. T. T., ColecqHu S. Vicente, Volume 14, fls. 159, 159v. (This is part of a letter written by the King of Portugal to the Bishop of Angamly on I I March 1603 on the Transfer of the See of Angamaly to Cranganore) Reverendo Bp'o Amigo: Eu El rey vos envio muitos saudar

..... Vy o q' me escrevestes sobre se mudar a See de Angamale para a fortaleza de

Cranganor. E par entender qC sera mui conveniente fazer se. desmemhrando se do vosso bispado o tenho ass; supplicado ao santo padre, e se o despacho vier a tempo q' possar hir nestas naos o enviarei. e nos rogo q' nisto deis todo o favor e ajuda q' for necessaria.

6 tamhem me pereqeo acertado o que me escrevestes sohre se eryir hu' novo

bpado. Na cidade de S.Thome para governo da christanddae q ha no district0 dos baixos de Remanancor ate tencasim posto q' n3o entrara nelle, a iha de Ceil2o q' pareqeo dever ficar nesse nosso bp.dude Cochim. e breveme'te o Mandarei assi proper a sua Sanctidade para nisso ordanar o q for servido. (fl.159) . .. . . .. . .. ... escrita em Lix.' a 1 I de Marqo de 603.

Re) (fl.159~).

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A. N. T. T ., [email protected] S. Vicente, Volume 14, fl. 163,163~. (Copy o f a letter written by the king of Portugal on 15 March 1605 on the illegal trade on the Malabar coast) R . ~ "Bp.' amiguo. Eu El rey vos envio muita saudar. tk cou enformado, q na cargua da Pimenta que trouxerao as Naos. que o anno passado de 603. Vierlo desas partes, secometergo muitas desordems. conrao' bem de rninha t:d7.d\or culpa de alguns' Ministros meus, e de outras pessoas. que nisso intcnkrio, contra sua obrigaqao, e Bdelidade, que devem, a meu servic;~:E que por Comerem na carguas da dina Pimenta, mouros, e Judeus. E a atravesarem. E esconderem polla terra dentro. oreqeo muito o preqo della, E veo a faltdr para a cargua das d i t t a Naos, no que tambem reqeberHo perda os Christlos da terra. que a costumavlo truer ao pezo de

Cochim: e que El rey da quella Costa mandava quatro mil quintais cada anno Meca.

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E porque todas estas cousas s3o de tanta considera$io como se deixa Ler, e pedem. que se lhes acuda cox Remedio, castigando os que nellas forem culpados, para que assy se atelhem os grandesdanos E inconven~entesque se podem seguir ao bem, e ConsewapTio desse stado, sesse fossem continuando, me pareceo, que devia mandar tomar ver da deira enformaqao do modo que em tudo o sobre dito se procedeo . E tirar hua' devassa dos ministros, e mais pessoas. que na cargua da ditta Pimenta. cometerio

exepessos E forio culpados em ajudar o ditto Rey Co' Cons.' ou

dinheiro, para a cargua de suas naos, e metergo. ou consentirio nomeneo da Pimenta.

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Judeus, ou Mouros. E por comfiar de nossa virtude E zello , que me servireis neste negoqeo a minha staisfaqHo. e co' a intereza , e verdade, que elle Reguere; hey por bem de vos cometer esta devassa. por virtude desta minha carta. sem que para isso seja necessaria outra Provisio, E vos encomendo, E encarreguo muito, q tanto que a Receberdes a comeqeis atirar, perguntando as testamunhas por interropatorios, que co' ella yrao, assynados por hum dos meus secr."' que me servem no Cons.' da India; e pareqendo vos. que para se saber, e apurar melhor averdade , com vira acreqentar mais algu's, o podereis fuer, corn forme a ehrmaqio que da materia tiverdes: E para que aja nella o segredo (fl.163)de vido, vos mesmo escrevereis os ditos daa testamunhas. Eassynareis co' rllas e despois de tirada a ditta devassa. maemviarcis por was nas p m." naos. Escrita em Vld a 15 de mar$o de 1605. Key (fl.l63v) 6

A. H. U., Caixa da 1ndia 44, (1661-1663), Doc. 18. (It is a letter from Frey Joseph de Santa Marla from Cochin on 22 August 1661 on the Christians of St. 'l'homas and the death of the Archbishop of Cranganore)

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Por outras cartas minhas tenho dado noticia da outra vez q' na India ewive. P S e r e n i ~ sRainha .~ May' de tudo o q se ohrou na Christand.? de S. Thome da Serra dos Malavares, juntamt.' co' hua dos Principais. Ecabe~asdella. pela quai se offereciio por vassalos, e subditos fidelis~.~' a V. Mg.". Agora me acho de novo ocupado no mesmo emprego de Commissr.", e Administrador Apostolico, obrigado da obediencia. q todos, e em particular os Religiosos observantes deve' ao Vigr." de Xp'o, e o exercito co' dignid.' episcopal, p q' havendo passado a melhor \ids o Arcebp." d

Igrejas, e Ihe deram a obedicnc~a com bjeracam p."'

c

as mais o fizeram senlio fbra a

contardiqam q' temos referido. Voltou este Padre a Roma. dei xando em seu lugar a Pe fr. Viscente de S. .lasinla que veo por esse reyno na (fl.l)Armada do Conde de Vitapouia encomendad q por V ~ g "e sete anno tomou avir feito Bispo de Hierapoly incesaldo ~eg.*' vcs por Sua Santidade a acabar de acomodar esta schisma q' decra haja nove annos e reduzir de tudo aquela Christanddae. Chegou a Cochim e antes de Sair daquella Cidade Ihe vieram dar m"'

Igreja, das da schisrna ao obediencia sojeitando se a

lgreja Romana detestando seus erros e ao falsso Arcediago ele espera q' na vizita em que fica deprez." acabe do com por este neg.', que he o maior q' ouhe na lndia ha ml"b annos em semelhante rnateria.

Nam se acomodam corn isto os P." da Compnahia

. porq'

acham que he

menoscabo da sua Religiao n8o ser esta reducsam por sua via; e agora disem q' o q' setem o brado he em precuir da purischi~a Real e do M.'"

,. vmg

d'

tem de nornear

Bispos, como se este viera nomeado na Serra, ou se offeresera outro rnco algum p" esta reduesarn e le Contraminar o Arcediago q' este s, q he eficasossimo, coffeito u tem mostrado (11. lv.) pela dependencia q' tem das ordens aqueles ChristPos q' coln so as menores tem logo de comer confirme aos seus costumes.

Qualquer pequena altersam que o--ler nesta materia podera danar tudo, e accuzar grande escandalo, porque como estes Christsos estam pelo senam, sojeitos adiversos Regulos gentios e tem pouca dependensia dos Ponugeses, nern tem em as Armas de ~ m g . por ~ ' severem tam distantes das pray* farem o q' lhes pareser sem poderem ser repremidos, e se pa elles se levantarern bastou nPo Ihe deixarem entrar o Arcebispo Schismatico. q foy

encerado aessc Reyno. q' sera se Ihe

entenderem com hum Bispo Catholico q' conhesem, e Ihe tem grande amor q' os ten1 reduzindo Pareseonos q' deviamos de dizer a vmdr o q' sentimos em materia tam grave V M"

fara o q' ter servido Deos g.de a Real e catholica pessoa. de V M ~ '

como desejamos Goa 16. De Setr.' 1661 Frei Lucas da Cnu

paulino Castelhno de freitas

8 A. H.U. Caixa da lndia 44, (1661-1663), Doc. 71 ( It is a document on the death of Dom Francisco Garcia. the Archbishop of

Cranganore dated 16 March 1662)

002984

0 s Governadores da India Francisco de Mello de Castro. e Antonio de Sousa Coutinho, escrevem a V M ~ em . ~carta ~ de 20 de Dezembro de 659. que o Arcebispo da Serra I)om Franqisco Garcia iidlieyeo em os primeiros de Setembro do mesmo anno. e que foy perda, por ser ounico Prelado, que havia naqelle Estado. e co' sua presenqa atrahia algu's dos principaes Cassanares daquella Christandade, e' delles seguiio m.'"' dos povos. Que deivou nomeado por Governador a Fran.'" Baneto. Keligioso da Companhia, Bispo Elleito de Angamalle. que acabou de ser Provincial daquella Provinqia, a que pos duvida o Comissdrio Apostolico Frey Jacintho de Sio Viqente. Carmelita descalqo. dizendo nio poder o Arcebispo k e r a dita nomeaqPio, coe que logo Francisco Barreto disistio e o Commissario escreveo se devia fazer Governador (que depresente penenqia ao do Arqebispado) por quanto se queria hir para Roma. por nHo ter, que tomcr, e outras cousas. que aisso o obngavlo, de que elles Governadores dlo conta a V M ~ . ~ para ' . mandar. o que mais for servido.

Ao Con~elhoPareqo representar a V M ~ . ~, o' que os Governadores da India escrevem (de mais da morte do Arqebispo. de que ja se deu noticia a V M ~ . ~para ') Ihe ser presente o estado, em que se acha a Christandade da Serra por que posto que

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em Koma assistem Religiosos da Companhia vindos da India, atratar do remedio da mesma Christandade, conviri, que VM.~'. co' comunicaqio de Concelho de Estado, e seu pareqer, procure o mesmo, havendo lugar Em L x .a~16 de Marqo ,de 662. Signed by Jeronimo de Melo de Castro, Luis Mendes de Elvs. Selbiano Dourado. Francisco de . ... Sottomaior.